Visão Geral
O Orbit é um sistema de dashboards e gestão de equipes que estou desenvolvendo para uso interno, focado nas necessidades reais dos meus projetos de tráfego e desenvolvimento com clientes.
A ideia é substituir o uso de várias ferramentas diferentes (como ClickUp ou Notion) por uma solução simples, direta e totalmente adaptada ao meu fluxo de trabalho.
Tudo começou depois que li este blog post do Fábio Akita:
Do zero à pós-produção em 1 semana: como usar IA em projetos de verdade – bastidores do The M Akita Chronicles.
Nesse texto ele fala sobre usar IA de um jeito muito diferente do que eu usava até então: um pair‑programming com IA, com foco em XP (Extreme Programming) em vez de Scrum tradicional. Como na faculdade e nos projetos em que participei o foco sempre foi Scrum, isso me chamou muito a atenção.
Decidi pegar uma necessidade minha de verdade e transformar em um projeto pessoal — e daí surgiu o Orbit.
O Desafio
Eu presto serviço de tráfego pago para diversos clientes e, no dia a dia, preciso:
- Acompanhar métricas de múltiplas contas e campanhas.
- Organizar tarefas e entregas entre diferentes projetos.
- Centralizar informações importantes (briefings, metas, prazos, resultados).
Na prática, eu acabava usando uma mistura de ferramentas (ClickUp, Notion, planilhas, anotações soltas), o que gerava:
- Dispersão das informações em vários lugares.
- Dificuldade para ter uma visão consolidada dos resultados por cliente.
- Atrito para organizar o trabalho e priorizar atividades.
O desafio era criar um sistema único, simples e funcional, que reunisse:
- Dashboards das contas de anúncios.
- Gestão de projetos e tarefas.
- Visão clara de resultados por cliente e por período.
A Solução
A primeira decisão foi aproveitar algo que já faz parte do meu dia a dia: a API do Meta (Facebook/Instagram Ads).
A partir dela, comecei a estruturar um app próprio de dashboard, e a partir desse núcleo fui desenhando quais features o Orbit poderia ter para realmente ajudar no meu fluxo:
- Dashboards de desempenho puxando dados direto da API do Meta, com visão por conta, campanha e cliente.
- Módulo de gestão de projetos, com foco em:
- Tarefas essenciais (sem excesso de funcionalidades).
- Organização por cliente e por objetivo de campanha.
- Acompanhamento de status e prazos.
- Visão consolidada de resultados, conectando métricas de tráfego com o que está sendo feito em cada projeto.
Além do produto em si, o Orbit também é um experimento de processo:
- Uso IA como par‑programmer o tempo todo, desde arquitetura até refatoração.
- Adoto práticas de XP em vez de Scrum:
- ciclos curtos de desenvolvimento,
- feedback rápido,
- refino contínuo do código guiado por testes e uso real.
- Desenvolvimento em horas vagas, priorizando aprendizado e melhoria contínua do meu fluxo de trabalho.
Estou no meio do desenvolvimento, mas já sinto a diferença na forma como penso arquitetura, escrevo código e uso IA como uma extensão do meu raciocínio em vez de algo separado do processo.
Resultados (até o momento)
Mesmo em estágio de desenvolvimento, o Orbit já trouxe alguns ganhos claros para o meu dia a dia:
- Maior clareza sobre o desempenho das contas de anúncios dos clientes, em um único painel.
- Menos dependência de várias ferramentas diferentes para organizar tarefas e projetos.
- Um ambiente de testes real para aplicar pair‑programming com IA e práticas de XP, o que está acelerando meu aprendizado em desenvolvimento de software e em desenho de produtos internos.
À medida que o projeto evoluir, meu objetivo é transformar o Orbit em um hub central para tudo que envolve meus projetos de tráfego e desenvolvimento, mantendo apenas as funcionalidades que realmente uso e preciso.